A Promessa Natalícia

Outra vez estamos diante das tradições seculares que influenciam nosso cotidiano. Agora, a comemoração do Natal pagão, de origem incerta, de aspectos consumistas, e repleto de imagens e filosofias que tentam usurpar a glória do Unigênito, cegando os que se deixam seduzir, manifesta, mais uma vez, o cuidado do mundo em conservar algo que o faça esquecer-se do Cristo.


Por certo, os cristãos são beneficiados por feriados nacionais; os familiares têm oportunidades de se reunirem e confraternizarem. Mas vemos, nesse momento em particular, uma ocasião especial para tornar a lembrar da promessa, já cumprida, do nascimento do nosso Salvador Jesus Cristo; fortalecendo-nos na viva esperança que temos nele, e desejando que Deus, mediante nosso testemunho, venha desprender dos laços do inimigo os que ignoram o sacrifício de Cristo na cruz do calvário.


A primeira promessa foi feita ainda no Éden, em favor do homem, na presença dele, dirigida ao seu opressor, a saber, Satanás, não por meio de profetas, mas pela boca do Deus Altíssimo: e porei inimizade entre ti e a mulher e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar (Gn 3.15). Desde então, em todas as gerações houve pessoas que esperaram a semente da mulher, o Cristo — o Salvador do mundo. E o menino foi apresentado a uma geração, sendo representada por Simeão, ao qual foi revelado pelo Espírito Santo que ele não morreria antes de ter visto o Cristo do Senhor (Lc 2.26); e Simeão ficou diante daquele que iria pôr em liberdade os oprimidos, tirando a vergonha do homem diante de Deus e dando-lhe confiança para chegar-se ao trono da graça.


Seu nascimento foi sobrenatural. Durante os séculos, os profetas reafirmaram a promessa ao povo, esclarecendo-lhes a intenção do Senhor desde a fundação do mundo. Sobre a concepção relatou o profeta Isaías: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel (Is 7.14). E o menino Jesus cresceu em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens (Lc 2.52). E chegado o momento, foi oferecido em sacrifício, morrendo na cruz. Porque, todavia, ao Senhor agradou o moê-lo, fazendo-o enfermar, porém, o trabalho da sua alma ele verá e ficará satisfeito; com o seu conhecimento justificará a muitos, porque as iniqüidades deles levará sobre si (Is 58.10,11). Mas Deus o ressuscitou, soltas as ânsias da morte, pois não era possível que fosse retido por ela (At 2.24).


E esse Jesus, a quem foi dado todo o poder no céu e na terra, nos fez uma promessa; e esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna (1 Jo 2.25). E foi ensinado que é necessário nascer de novo, sendo concebidos da água e do Espírito. Assim, somos gerados por uma virgem, a Igreja, a qual será apresentada a um marido, a Cristo.


Nós, a igreja dos primogênitos, fomos ressuscitados por Deus. Morremos juntamente com Cristo, e com ele também viveremos. Morremos para o pecado, para que por Cristo alcançássemos a vida eterna.


O mesmo Jesus, coroado de honra e glória, convida a todos para participar dessa promessa. Hoje é dia oportuno para cear; não somente na mesa familiar, mas também na mesa do Senhor.


“Quem come da minha carne e bebe do meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último Dia.” (Jo 6.54)


P.S.: Não temos motivos para vivermos tristes, mas sim alegres por alcançarmos tão grande salvação. Em tudo glorificando a Deus, em Cristo Jesus; sendo tudo santificado pela oração. Sendo assim, desejo a todos um...


Feliz Natal!!!



Wesley Rezende



O que está preenchendo o ser?

Em algum momento podemos nos considerar vazios. No entanto, o tempo que gastamos meditando em que situação nos encontramos demonstra que duvidamos desse conceito. Por não chegarmos ao conhecimento dos fatos, não discernirmos a realidade dos nossos sentimentos, e principalmente, estarmos distante de Deus a ponto de não mais enxergar esperanças, reconhecemos a nossa incapacidade de julgar o que está em nós.

Quando desistimos de encontrar uma resposta sozinhos podemos tomar dois caminhos distintos. O primeiro é se entregar à indiferença às próprias dores e ao desinteresse no futuro. Neste caso, falta-nos a coragem de admitirmos que somos pessoas amargas.

Ora, não existe vazio, não existe vácuo; não há lugar que Deus não alcance. O Senhor criou a terra, e não a deixou vazia; antes a preencheu com vida. E a criação, em Seu próprio julgamento, é boa. No entanto, por causa do pecado, deu-se início ao império da morte no mundo.

E a vida depende do espírito. Porém, se estamos, pelo pecado, mortos espirituais não estamos vazios, antes somos preenchidos por aquele que tem o império da morte. E o tédio, a solidão, a antipatia e a tristeza são utilizadas como ferramentas de opressão. E um abismo leva a outro. Na verdade, quando escolhemos o caminho da indiferença nos afundamos ainda mais na ilusão de vazio.

Mas o Senhor é pai de misericórdias; enviou seu Filho amado para aniquilar o império do diabo. Temos vida em abundância a partir do momento que aceitamos a Cristo como nosso Senhor e Salvador. Este é o melhor caminho: clamarmos a Deus para que venha nos encher com o Espírito Santo.

O Espírito Santo nos faz transbordar de alegria; e a alegria do Senhor é a nossa força. E já não somos incapazes, pois temos a mente de Cristo (1 Co 2.16). Agora não buscamos encontrar fracassos, mas encontramos com facilidade as maravilhas que o Senhor tem operado em nossas vidas.

Se você ainda não fez sua escolha, eu te convido a aceitar a Cristo em sua vida!

Wesley Rezende

Minha Opinião Sobre A Proibição Para Alguns Membros De Casar-se Em Alguns Templos Assembleianos (2)

Como está escrito em Apocalipse, o Senhor sabe quais são as nossas obras. Deus conhece nossos pecados, a nossa hipocrisia e ignorância. Ora, a situação dos irmãos de Laodicéia era esta: “és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu” (Ap 3.17). Mas o Senhor deu a eles a oportunidade de se arrependerem (Ap 3.19). E os aconselhou: “aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças, e vestes brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os olhos com colírio, para que vejas” ( Ap 3.18).

Todos os que estão em comunhão com o Senhor Jesus Cristo são santificados por ELE, e pelo Seu sangue têm suas vestes embranquecidas. Portanto, estão preparados para as bodas do Cordeiro; com certeza não serão expulsos como aquele relatado na parábola das bodas (Mt 22). Ora, se estamos preparados para comparecermos diante de Deus, não estamos, contudo, para casar numa igreja?

Mesmo que tenhamos cometido pecado, se nos arrependermos e confessarmos, o Senhor nos perdoa e nos purifica (2 Cr 7.14; Is 43.25; Mt 26.28; Cl 1.14). O Senhor também incumbiu a igreja de julgar os irmãos, está escrito: “Àqueles a quem perdoardes os pecados, lhes são perdoados; e, àqueles a quem os retiverdes, lhes são retidos” (Jo 20.23). Logo, se a igreja reintegrou alguém à comunhão é porque o perdoou. E o perdão tem que ser sem falsidade; temos que perdoar de forma plena, pondo em prática o amor.

Agora, o fato de a igreja continuar a castigar as pessoas que estão em comunhão sugere que não os perdoou verdadeiramente, ou não querem confessar o Senhor Jesus diante dos homens (Mt 10.32). Uma pessoa para afirmar publicamente que pertence ao Senhor Jesus, sem ser hipócrita, tem que confirmar a sua dependência DELE; e isso é confessar a todos que nós éramos pecadores, mas fomos perdoados e purificados por ELE; e que esta purificação é completa e perfeita!

Mas ainda há os afirmam que aqueles que casam sem serem virgens têm seu leito maculado. Mentira! Os que foram santificados por Deus, e não voltaram a adulterar ou praticar outros pecados, têm seus leitos limpos (Hb 13.4). Se não fosse assim, muitos obreiros fiéis de nossa igreja estariam com os leitos contaminados por praticarem coisas execráveis antes de serem cristãos.

Muitos casais aceitam a Cristo, e uma de suas motivações é a de que Jesus venha resolver problemas conjugais. E o Senhor tem poder para isto também. Estas pessoas, se deixarem de praticar pecados, se forem batizados e integrados à comunhão, não terão o casamento sem mácula?

Nós fomos chamados para pregar a remissão dos pecados (Lc 24.47), para que todos nós cheguemos “com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno” (Hb 4.16).

Wesley Santos Rezende

E Quando Os Costumes São Heresias?

Os usos e costumes são heresias quando se contrapõe às doutrinas, quando nos privam da graça de Deus. Temos que ser sóbrios, atentos ao nosso dia-a-dia, para podermos perceber as tentativas de introduzirem heresias em nosso meio. Sobretudo, para sermos poderosos para defender a sã doutrina, temos que ser fiéis à Palavra (Tt 1.9).

Não devemos dar ouvidos aos mandamentos de homens que se desviam da verdade (Tt 1.14); devemos rejeitar tudo aquilo que contraria os ensinamentos de Deus (1 Tm 4.7).

Nada justifica a desobediência a Deus. Alguns, para conservarem a paz entre os irmãos, omitem as verdades. Para não causarem escândalos se acovardam e consolidam as heresias.

Devemos, sempre que possível, evitar os escândalos (1 Co 8.13). Mas e quando alguém se escandaliza em Cristo, devemos evitar a Cristo? Claro que não! (Mt 10.33-36). Portanto, neste caso, é inevitável que escandalizemos aos outros. Disse Jesus: “E bem-aventurado é aquele que se não escandalizar em mim” (Mt 11.6).

Ora, é uma questão de prioridades. Se o comer não nos faz melhores, se é dispensável (1 Co 8.8-13), renunciamos a isso para conservamos a paz (Rm 14.15,20); por ela ser mais importante (1 Ts 5.13; Tg 3.18; 1 Pe 3.11). Agora, se o comer é indispensável para nossa vida espiritual, nunca devemos nos abster dele (Jo 4.34; 6.27; 6.53-58). E assim, não estamos destruindo a obra de Deus, mas sim batalhando por ela e para ela.

Devemos nos sujeitar uns aos outros, nos renunciarmos (Mt 16.24) em prol do benefício do próximo (1 Co 10.24). Contanto que isso não blasfeme da palavra de Deus; que não prejudique a nossa salvação, comunhão com o Espírito Santo e liberdade em Cristo.

Ora, nunca rejeitemos as dádivas de Deus. Ainda hoje, existem muitas pessoas que se escandalizam da nossa comunhão com Cristo. Não por verem falhas em nosso presente, mas sim em nosso passado. Estes desprezam o sacrifício do Senhor na cruz, e o seu poder restaurador. Jesus Cristo veio para os que necessitavam DELE: os doentes (Mt 9.12).

Então, podemos escolher entre sermos sarados por Cristo ou permanecermos doentes para não escandalizar os mortos. Podemos exercer os dons que Deus nos dá ou restringi-los; podemos nos aproximar de Deus ou nos afastar DELE; podemos usufruir da comunhão com ELE ou não. Podemos perder muito somente para não escandalizarmos a ninguém.

“O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo” (Gl 1.7)


Wesley Rezende

Iguais Nos Costumes

A Bíblia não proíbe que tradições sejam estabelecidas. Na verdade, afirma a necessidade de termos bons usos e costumes (2 Ts 2.15; 3.6). Estes bons costumes são procedentes da fidelidade à sã doutrina, e ornamento dela (Tt 2.15). No entanto, às vezes, os bons costumes são corrompidos, e substituídos por heresias (1 Co 15.33; 2 Tm 4.4). Compete a nós rejeitar as más condutas (1 Tm 4.7).

Alguns costumes são estabelecidos para agradar a maioria. Outros são estabelecidos a partir do discernimento espiritual de nossos líderes. De qualquer forma, teoricamente, são regras indispensáveis no cotidiano de tal igreja.

Por exemplo, não há pecado, em si, no uso de uma calça por uma mulher. Mas se na igreja existe a concordância de que todas usem saias, a indiferença a este costume sugere falta de consideração dispensada às outras irmãs. O nosso amor ao próximo tem que ser maior ao apego ao vestuário.

Portanto, pode acontecer de alguém ser excluído da comunhão neste caso. Não pelo uso da calça em si, mas sim pela insistência em semear a contenda. Mesmo que o uso da calça não seja indecente, existem igrejas que não permitem. Ora, e elas têm o direito de fazer estas restrições, e preservá-las.

Não se pode condenar alguém ao inferno por causa de uma calça. Tem que estar claro que não pecam contra Deus, mas indiretamente prejudicam a união da igreja.

Atualmente, existem igrejas com diversas normas quanto às vestes. Outras são mais liberais. Se alguém não quer abrir mão de algo, que o tal procure uma igreja que tenha costumes iguais ao seu. Independentemente de alguns costumes, em qualquer igreja, se formos fiéis às doutrinas seremos salvos.


W.S. Rezende

Vestidos Com Vestes Celestiais

Ora, temos muitas preocupações na vida. Ainda mais os pais de família. Em busca do sustento, da sobrevivência, lutamos todos os dias. Mas não devemos ficar apreensivos; o Senhor não nos deixa faltar o mantimento. Deus é o Pai da Família, riquíssimo e misericordioso.

O fato de Deus nos sustentar permite que venhamos a nos ocupar mais com as coisas celestiais. Assim, priorizamos nossa vida espiritual; e preservamos nossos próprios corpos mortificados, para que se manifeste o Cristo ressurreto neles. “Mais é a vida do que o sustento, e o corpo, mais do que as vestes” (Lc 12.23).

E este corpo, a nossa casa terrestre, será desfeito. Mas temos de Deus um edifício celestial: um corpo glorioso, imortal e incorruptível. Seremos “revestidos da nossa habitação, que é do céu” (2 Co 5.2). “Se, todavia, estando vestidos, não formos achados nus” (2 Co 5.3).

Para não sermos achados nus, temos que nos “revestir de toda a armadura de Deus” (Ef 6.11). Para não sermos expulsos das bodas, temos que estar trajados de vestes nupciais (Mt 22. 11-14).

O Senhor veio ao mundo para fazer a vontade de Deus, “na qual vontade temos sido santificados pela oblação do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez” (Hb 10.10). Mas para sermos santificados, vestidos e revestidos é necessário que tenhamos fé em nosso Salvador.

Quem depende do poder purificador de Jesus Cristo? Quem foi vestido pelo Senhor? Quem acredita que seus pecados foram perdoados, por Cristo Jesus, e agora tem em sua aparência a glória do Espírito Santo?

Importa que estejamos cheios do Espírito Santo. Importa o que somos e o que seremos. Importa a obra perfeita que Cristo fez em nossas vidas. Ontem estávamos em maltrapilhos, mas hoje estamos vestidos com vestes celestiais.

“E, se Deus assim veste a erva, que hoje está no campo e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pequena fé?” (Lc 12.28)

Wesley Santos Rezende

Minha Opinião Sobre A Proibição Para Alguns Membros De Casar-se Em Alguns Templos Assembleianos (1)

Alguns dirigentes assembleianos, individualmente, ou os obreiros da igreja em decisão combinada, proíbem a realização do casamento, no templo da igreja, de pessoas que não são mais virgens. A solução para este impasse é o aluguel de salões de festas para a celebração religiosa.

Nestes casos, os convidados – a própria igreja, os irmãos em Cristo – se reúnem no salão de festas para prestigiarem os noivos. Um pastor assembleiano realiza o matrimônio; e assim, o desejo dos noivos de terem sua união testemunhada por todos os irmãos, e receberem a bênção de Deus diante deles é cumprido. Mas é evidente que um dos pré-requisitos para uma cerimônia perfeita é o de que aconteça na igreja. Portanto, quando não acontece fica um lembrete de reprovação aos noivos.

Não há porquê realizar o casamento, na igreja, de pessoas que não estão em comunhão. Se não comem da carne e não bebem do sangue de Cristo, como a sinceridade dos noivos seria reconhecida pelos irmãos? (1 Tm 5.22). Mas se houve arrependimento dos pecados, se a igreja perdoou aos tais, se passaram pela disciplina imposta e foram restituídos à comunhão, não há motivo para negar-lhes esta honra.

Olhando para a tradição secular, a noiva vestida de branco denota a sua própria pureza. E é claro que guardar-se para o casamento é o correto. No entanto, nós que conhecemos a Cristo, sabemos que somente ELE pode nos purificar, lavar nossas vestes e embranquecê-las (1 Co 6.11; 1 Jo 1.9; Ap 7.14; Ap 22.14; Lc 12.28). Por acaso aqueles que pecaram não podem mais casar-se? Nunca mais receberão a bênção de Deus no matrimônio? A fidelidade atual, dos noivos a Deus, não é suficiente para poderem usufruir dos Seus manjares? (1 Tm 4.1-5). Mas se podem casar-se, por que não na igreja? Se os irmãos, que constituem a igreja e são mais importantes do que o templo, participam do casamento, por que não compartilhar a estrutura da igreja que é de todos?

Ainda hoje, muitos forjam leis para não serem perseguidos por causa da cruz de Cristo. É mais fácil punir alguém indevidamente do que reconhecer e depender do Cristo crucificado (Gl 6.12; Mt 9.13).

“Eles têm zelo por vós, não como convém; mas querem excluir-vos, para que vós tenhais zelo por eles” (Gl 4.17)
“Antes, sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo” (Ef 4.32)

Wesley Santos Rezende

Crentes Maquiavélicos

Ao contrário do princípio amoralista de que os fins justificam os meios, os cristãos têm a obediência a Deus como norteadora de suas vidas. Sabendo que o ser humano não é inerte: os meios pelos quais os cristãos conquistam algo são estritos aos preceitos do amor, respeito e humildade. Entretanto, temos em Deus a nossa força maior, e por obedecermos de coração a ELE sabemos que o nosso fim será glorioso; não pelas simples consequências de nossas práticas, mas pela resposta de Deus a elas. Somente a graça de Deus, revelada em Jesus Cristo, proporciona a salvação tão almejada!

Quando os meios condizentes à palavra de Deus são preservados, o nosso fim – a salvação – é garantido por ELE. Portanto, a nossa conduta diária nunca deve mudar em essência! A inconstância quanto à obediência a Deus põe em detrimento o fim desejado, além de não ser justificada nem pelo fim e nem pelo desejo. Deus não é relativo, e nada justifica a desobediência à Sua Palavra.

Entretanto, é comum encontrarmos pessoas maquiavélicas na igreja. Crentes em Maquiavel. Os meios, em essência, utilizados por estes é a desobediência a Deus, e o fim desejado é a inadiável aquisição de honra e autoafirmação. A ignorância e o amor à ilusão os fazem permanecerem crentes fiéis ao seu senhor: Maquiavel.

Eles, para se considerarem ungidos de Deus e também serem considerados por todos em volta, relatam com veemência as suas obras e responsabilidades honrosas entre o povo de Deus. Supervalorizam suas conquistas e conceituam a fidelidade à palavra de Deus como devendo ser relativa e, às vezes, dispensável.

Na verdade, os seus discursos se sintetizam em dizer a Deus: “Está vendo como eu não te obedeço, e mesmo assim as coisas dão certo?”. Tentam justificar-se exibindo uma situação pacífica ou o crescimento da igreja.

No entanto, esquecem-se de que não é mediante eles que a Igreja nasceu, cresce e permanece. Desprezam as misericórdias de Deus em suas vidas e subestimam os crentes fiéis a Cristo. Por acreditarem extremamente em seus métodos, duvidam do poder de Deus e prejudicam a Sua obra.

De fato, as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja. Os maquiavélicos, por confrontarem a Deus, serão julgados. Deus não se deixa escarnecer (Gl 6.7). Mas aos tais, Hoje (Hb 3.13) há ocasião para perdão e restauração.

Qualquer estado, por mais agradável que seja, não pode ser motivo para permanecermos em desobediência. O sacrifício tolo em sustentar um erro não protege a obra de Deus; a obra é protegida e sustentada por ELE para dar ocasião aos homens de se arrependerem de seus erros. O arrependimento e a confissão não nos desqualificam perante Deus; o que nos desqualificam são os pecados.

Sejamos coerentes à palavra de Deus, e não à nossa história de vida. A incoerência, em si, não caracteriza o que é certo ou errado. Os nossos prováveis erros no futuro não diminuem o mérito dos acertos de agora. E os nossos prováveis acertos no futuro não diminuem a gravidade dos erros de agora. Há momentos que a incoerência é bem-vinda. Quando estivermos em erro é necessário que mudemos de atitude, não valorizando a nossa imagem de homem coerente; mas deixando de lado o nosso passado comecemos a ser fiéis ao Senhor.

Sejamos integralmente fiéis a Deus, quer seja na bonança quer seja na aflição. Sejamos crentes na vontade de Deus em reparar os danos causados, na realização da obra confiada a nós, pela nossa dependência momentânea da desobediência. E principalmente, sejamos crentes no poder de Deus em reparar os danos causados em nós mesmos.

W.S. Rezende

“Descobrimos Que Você É Um Perdedor!”

Das várias oportunidades que tive na vida aproveitei as piores. Mas há uma exceção: eu aceitei a Cristo. A melhor coisa que me ofereceram e eu aceitei: Jesus Cristo, e a sua salvação. Após isso, aprendi a fazer boas escolhas. Jesus Cristo passou a fazer parte da minha vida; e nesta nova vida eu enxergo dádivas que com a Sua ajuda estão ao meu alcance.

Entretanto, depois de tudo ainda cometi erros. Não tento me justificar lembrando que todos os homens cometem erros. Eu sou culpado. Eu era culpado. Eu sou perdoado. Eu sou justificado (Rm 4.5; 8.33,34). Nada me impede de pedir perdão!

Tenho consciência dos meus erros, me envergonho deles diante de Deus. Por momentos, Satanás investe contra mim e eu fico envolto por suas acusações. E neste estado eu não oro a Deus, não busco a luz para que as minhas más obras não sejam reprovadas. Com isso, momentaneamente, tento me proteger da angústia e da dor. Mas é inútil. Afastar-me de Deus aumenta o meu sofrimento. Eu amo a Deus!

Mas o poder do Espírito Santo é maior! A minha tentativa de esconder-me dura pouco. Arrependo-me dela. Deus, por sua infinita misericórdia, me chama à Sua presença. Deus não me lançou fora!

Jesus e a Igreja são um (Mt 19.5,6). Cristo e eu somos um (Jo 17.21). Estamos unidos mediante o Seu sacrifício na cruz. Então por que tentam separar aquilo que é um? Por que insistem em enxergar em mim, como se fosse a minha realidade, a mediocridade que é a vida sem Cristo? Se conseguissem me separar de Cristo, eu me tornaria um perdedor (Rm 8.35-39). Mas Cristo está em mim, e por isso nunca conseguirão me analisar isoladamente.

Mas eles não reconhecem sua incapacidade, e forjam conceitos. Mentem e enganam. Eles me falam: “Descobrimos que você é um perdedor!”. É muita covardia ignorar os próprios erros, e se ocupar em condenar os dos outros para esquecer-se dos seus. No entanto, eles se distraem em me maltratar. Sempre fazem questão de lembrarem a decepção que sentem por mim.

Tudo isso por não conseguirem me entender. Por não me abrir com eles quanto à minha vivência diária – o que é desnecessário – acham que eu não confie neles, e por isso se sentem condenados por mim. Que loucura! Querem que eles sejam o principal foco da minha atenção. Sempre quero ajudá-los, mas nem sempre posso. Não se pode ter espírito faccioso, ter amigos restritos. Temos que fazer novos amigos, por em prática a nossa capacidade de amar o próximo. E a nossa atenção tem que estar dividida entre todos os que estão ao nosso alcance. Devemos ajudar amigos e inimigos.

Erraram em colocar em mim todas as suas esperanças. É óbvio que ficariam insatisfeitos. Mas, por isso, é correto afirmar que não tenho Deus na minha vida, que as minhas atitudes são más e que eu sou um fracassado?

A minha esperança maior é em Deus. Ainda bem que não sou movido pela admiração que tenham por mim. Sou movido pela vontade de agradar a Deus.


W.S. Rezende

Do Meu Interior, Lembranças E Amor

Todos nós estamos ligados ao passado de alguma forma; lembranças alegres e tristes fazem parte da vida. As lembranças ajudam-nos a fazermos escolhas corretas quando temos construído uma rica sabedoria mediante a análise de nossas experiências. Mas é pequena a ajuda oferecida pela nossa história, pois ela nos aponta somente parte dos nossos erros. Quem conhece todas as nossas falhas e, somente ELE, pode nos apontar soluções eficazes é Cristo!

O valor que damos às lembranças se reflete em nossa vida espiritual. Evidente que as lembranças más, que são particulares, não devem exercer maior influência em nós do que a certeza do perdão obtido. Se tivermos discernimento podemos julgar o quanto estamos desprendidos de nossas más atitudes, ou o quanto lutamos para conservar as boas. Quando há arrependimento e aceitamos a Cristo, as coisas ruins são perdoadas e temos ocasião para construirmos tudo novo em nossa vida (2 Co 5.17). Entretanto, podemos cair no erro de relatar a todos os maus exemplos que são do agrado de Deus que não relatemos — claro que devemos confessar nossos pecados uns aos outros (Tg 5.16), não basta somente contá-los a Deus em pensamento. Assim como a fé sem as obras é morta, confessar os pecados a Deus sem tomar as atitudes coerentes ao evangelho, aqui na terra, é uma ação inválida. Hipocrisia! No entanto, devemos ter prudência em utilizar em testemunhos ou aconselhamentos os erros que tenhamos confessado. Nem tudo pode vim a ser edificante.

Fato mais grave é se nos gloriarmos dos nossos erros, se utilizarmos deles para tentar adquirir posição de honra. Será que estaríamos libertos se nos alegrássemos em relatar aos outros as nossas oportunidades de cometer pecados, nossa possível proximidade a pessoas iníquas, nosso passado “glorioso” aos olhos cheios da vil concupiscência? Onde estaria nosso desejo por santidade? Onde estaria nosso amor a Deus? Pelo contrário, isso demonstraria nosso amor ao mundo e tudo que nele há! “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.” (1 Jo 2.15).

Se tivermos em nós esse tipo de contentamento nos erros, grandes serão as nossas trevas! Pois ainda não teremos aprendido a nos alegrar na pureza dos caminhos de Deus. Neste caso; se, pela graça de Deus, identificamos esta falha, temos ocasião para purificar-nos segundo os estatutos do Altíssimo; podendo, a partir disso, ter a consciência pura diante DELE. Seremos sóbrios, “exercitados para discernir tanto o bem como o mal” (Hb 5.14). Mas, se somos repreendidos por Deus e não aceitamos, estaremos amando mais as trevas do que a luz. Aos tais resta “certa expectação horrível de juízo e ardor de fogo” (Hb 10.27) — “Quem ama a sua vida perdê-la-á, e quem, neste mundo, aborrece a sua vida, guardá-la-á para a vida eterna.” (Jo 12.25).

Devemos nos afastar de tudo em que há maldade, purificando primeiro nosso interior e, por conseguinte, o nosso exterior. (Mt 23.26). As constantes lembranças indicam nosso ardente desejo em repeti-las; se o bem, para peso de glória; se o mal, para condenação e morte.

“Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor.” (1 Co 1.31)

Wesley Santos Rezende

Escravos Das Próprias Escolhas

Conservando o princípio da individualidade e exercendo o direito à liberdade, atitudes erradas surtem o efeito contrário. É possível batalhar contra a própria vida, felicidade e liberdade; quando acontece de forma consciente trata-se de suicídio, e quando, inconscientemente, trata-se de ignorância. O estado de vida falto de entendimento acarreta vários prejuízos, podendo até ser motivo da privação da glória de Deus na vida do ser humano (Ef 4.18; 1 Pe 1.14).

Um entre os fundamentos da fé cristã é a liberdade. O Senhor foi enviado “a apregoar liberdade aos cativos... a pôr em liberdade os oprimidos” (Lc 4.19). Quando ELE é recebido ensina todas as coisas (1 Jo 2.27), compartilhando ao homem a Sua mente – “Mas nós temos a mente de Cristo” (1 Co 2.16). Tendo certeza do que ELE é e sobre as coisas que acontecerão; espontaneamente o homem se sujeita à Sua vontade, sabendo que são mandamentos de vida.

No entanto, existem várias coisas pelas quais não se pode ser vencido. Algo de que já se houve liberdade, mas, entretanto, insiste em batalhar para voltar a ocupar espaço. O dia-a-dia proporciona vários perigos. Entre eles, a fidelidade a uma situação construída, a uma imagem exibida ou a uma opinião relatada, pode ser ativista do escravismo.

São escravos aqueles que são mais fiéis ao ego do que a Deus. Precisam ser libertos aqueles que têm medo de voltar atrás de uma decisão equivocada. Sofrerão os que valorizam o momento presente ilusório em detrimento da restauração dos padrões cristãos em suas vidas. Chorarão, ainda mais, os que adiam o sofrimento inevitável. Os que insistem, em si, em negar a gravidade dos seus erros acumularão para si mais dores.

“O que confia no seu próprio coração é insensato, mas o que anda sabiamente escapará.” Pv 28.26
“Confia o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará.” Sl 37.5

Wesley Santos Rezende

O momento com Deus

Ele tem seu particular com Deus, e isso não me causa ciúmes, pois Deus também me reserva a Sua atenção. Quando ele quer me introduzir na presença do Altíssimo, num momento de exclusividade, fico apreensivo. Mas não me culpo, pois as minhas virtudes não podem ser desmerecidas por causa de uma crise no relacionamento de alguém com o Senhor. E também, ninguém adentra a presença de Deus sem a Sua permissão.

Não é me negando a estar presente que vou ajudá-lo a aproveitar sua intimidade com Deus. Não é me acovardando em entrar num ambiente de discórdia que serei um servo útil ao Senhor. Apesar de tudo, a consciência de que a minha presença nem sempre é proveitosa me protege de vários inconvenientes.

Todos nós, num estágio da vida, precisamos de alguém que nos influencie. Alguém de que tenhamos admiração, que nos transmita segurança para podermos imitá-lo. Mas existem excessos, como o desejo de ter uma pessoa que sirva de mestre em tudo. Geralmente, a primeira personificação de perfeição é a dos pais. Mas devemos chegar a um estágio de maturidade em que os julguemos. Nunca deve faltar amor e honra por eles, mas aquilo que nos transmitem deve ser examinado (1 Ts 5.21), e assim, se for bem, deve ser estabelecido em nós. – “Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim” (Mt 10.37). O apóstolo Paulo, criado aos pés de Gamaliel, que por sua vez, era homem venerado entre os judeus, exemplifica, em parte, a dependência proposital na humanidade. Mas Paulo se desvencilhou disso, mesmo Gamaliel tendo méritos, receber algo do Senhor é muito melhor. Ninguém substitui Cristo no lugar de perfeição. Não podemos esquecer que o único digno de glória, e honra e poder é o Senhor. É a Ele que devemos imitar em tudo. É a Ele que temos que convidar a estar presente em todos os momentos de nossa vida – “Vós me chamais Mestre e Senhor e dizeis bem, porque eu o sou” (Jo 13.13).

Posso ajudá-lo a entender isso. Não sou prepotente, às vezes caio no mesmo erro, mas me disponho em servir a Deus. É pela vontade de Deus que me arrisco em expor conhecimento: Saul e Davi não rejeitaram o reinado, mas atenderam a chamada divina. Mesmo sabendo que a princípio Deus tinha sido rejeitado pelo povo (1 Sm 8.7), não se sentiram culpados pelo fim da teocracia. Havia a promessa de estabelecer um reinado humano (Gn 17.6; 49.10), mas o povo se precipitou; não soube aproveitar o momento de exclusividade com Deus, não soube discernir o momento certo para expandir suas relações sociais. Mas, por amor, dentro das falhas de alguns, Deus prepara servos para amenizarem os distúrbios do cotidiano.

Mas eu tenho que lembrá-lo dos prejuízos: A ira do Senhor se acendeu contra Moisés por faltar-lhe fé (Ex 4.14). Deus tinha interesse na exclusividade da realização daquela obra por Moisés – “Vai, pois, agora, e eu serei com a tua boca e te ensinarei o que hás de falar” (Ex 4.12).

É proveitoso lembrar-se da morte. Deus fez Josué lembrá-la: “Moisés, meu servo, é morto” (Js 1.2). – E agora? Quando procuro alguém confiável para estar comigo perante o Senhor e não encontro, e pior, encontro a oposição da morte? Deus, após confrontá-lo com a lembrança da morte, responde a essa pergunta: “Não to mandei eu? Esforça-te e tem bom ânimo; não pasmes, nem te espantes, porque o Senhor, teu Deus, é contigo, por onde quer que andares” (Js 1.9).

Por fim, farei um novo desafio a ele: Ao contrário de me convidar para interromper o particular que Deus te oferece, quando for se aproximar de mim convide a Deus para te fazer companhia. Não quero estar entre você e Deus, mas quero que Deus sempre esteja entre nós.

“E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Mt 22.37-39)

Wesley Santos Rezende

Um matuto goiano

– A gente é um bicho muito misterioso; o mundo é uma preguiça; a vida é uma piada. O Cruzeiro do Sul sumiu, está do lado de lá do mundo. ‘Ah, meu Deus, ele era a minha diversão’! Agora eu fico aqui, imaginando o quê, ou de quem, pode ser os barulhos que vem de lá do Enxadão (córrego). Será que são fantasmas? Hum... Não me importo, só quero passar o tempo (risos). De dia não tem diversão, não tem risos; a labuta não é fácil! Faço cara feia, aqui neste sertão, porque o povo daqui é tudo metido a bravo. Meu pai me ensinou assim, mas à noite, quando tomava a cachaça e pegava a viola, suas lágrimas corriam; seus versos rimavam na melodia, e eu me surpreendia, não conhecia aquele homem. Pela manhã, aquela intimidade tinha fim. Eu não bebo, não toco viola; mas gosto de servir um licor de jabuticaba pras visitas, e espero ansioso pra ver um violeiro chorar. De vez em quando eu vou na cidade, mas é só pra comprar um salzinho pra criação. As coisas lá na Rua (apelido da corrutela), tão agitadas (risos), estão falando na tal da internet; queriam até me vender aquela geringonça. Mas ainda não tinham uma pra me mostrar. Como vou saber se é de comer ou de jogar fora?

E chegou a televisão na roça:

– Rapaz... Mas tem bobo pra tudo nessa vida (risos)! Você viu o tal do Bonner contando aquela história, sabe qual né (risos)? Moço, como que ele fala que não pode matar os animais? Tem umas pragas de uns macacos ali; direto, estão no meu milharal. Agora é sério, o Obama vai ganhar. E o Lula já está rondando por lá né; o bicho não é bobo não, é igual meus porquinhos, quando não estão na lavagem, estão na merda (risos). Estou pensando em comprar o tal do computador, parece que todo mundo tem; capaz que eu consigo domar esse trem. Mas ainda não vi nenhum proveito nisso. Agora eu penso em férias, em aposentadoria. Mas a vida está mais difícil. Meu amigo, e não é que a crise mundial chegou aqui também! Ah, me lembrei, estou num mato sem cachorro; como eu explico que zero é nada? Será que é mesmo? Já estou nos nervos com o moleque.

E chegou o evangelho:

– Cristo é bom demais! Ele veio até aqui, no Mato Grosso. É rapaz... Agora eu sou crente. Ó, eu não faço mais os licores não. Deixa eu te ensinar umas coisas, calma aí... Pronto. Minhas vistas estão cansadas, me faça um favor, leia aqui pra mim...

E eu, o matuto, mais uma vez voltei pra cidade. E depois de muito tempo, me converti ao evangelho. Não me lembro o que eu li, mas me lembro de ver esperança naquele olhar, enquanto eu estava com a Bíblia em mãos. Todo constrangido, com medo de decepcioná-lo por não entender qual era o seu sonho, mas com o meu coração ardendo em amor. Agora, olhando para trás e vendo todos estes personagens mato-grossenses, reúno-os em um. Toda a vivência, toda a fantasia, e toda a interferência divina me fazem enxergar a Cristo, sim, o quanto o Senhor é melhor, maior e é amor.

Wesley Santos Rezende

Onde estou?

Nem sempre é fácil discernir o momento da vida em que se vive. Quando há sentimentos fortes envolvidos numa inter-relação tem-se a sensação de aproveitamento do tempo – sensação de vida. E mesmo na solidão, quando existem intensos pensamentos que envolvem um conjunto distinto de possibilidades para uma decisão ou expectativa, que conscientemente podem levar à tristeza ou à felicidade, tem-se um êxtase; por haver uma visão de controle da própria vida – as próprias escolhas produzindo um futuro, desejado ou não. É neste estado de ocupação intelectual que o homem pode se sentir feliz.

Qualquer prática é concomitante a sentimentos. Estas práticas e sentimentos podem ser considerados, no momento, desprezíveis. Mas num futuro, podem gerar algo relativamente interessante – o homem sempre está ligado ao seu passado. Separando as práticas dos sentimentos vê-se o quanto o homem é contraditório. E, sob a influência ímpar ou par, o homem se liga ao futuro. Nesta esperança também se encontra a expectativa nas atitudes das outras pessoas. Mas quando a dependência maior é em Deus todas as possíveis frustrações são superadas.

Ninguém dentro de um ímpeto de felicidade se sente uma vaidade. E, ninguém no mais profundo sentimento de solidão, ignora a possibilidade de uma interferência humana ou divina. São extremos que não podem afastar o homem do próprio Deus! O que é um sentimento profundo de solidão? Quando se conhece a solidão de fato, percebe-se que ela é restrita a momentos. O homem se sente isolado da sociedade, da família; e pior, isolado dentro de si mesmo, não conseguindo unir-se para viver – existe uma guerra dentro do homem. E nestes momentos notam-se desamparados por Deus. Como alguém ainda tendo expectativas em Deus pode se sentir só? É por causa da consciência dos pecados. – Cristo tomou os pecados dos homens sobre si, se fez maldição (2 Co 5.21; Gl 3.13). Isso fez com que Ele experimentasse a separação com Deus Pai (Is 59.2): “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mt 27.46). Após isso, Cristo bradou: “Está consumado” (Jo 19.30). E então, entregou o espírito. Assim tiveram fim os seus sofrimentos, e se consumou a redenção da humanidade.

Todo sentimento de perdão é precedido pelo sentimento de culpa. É neste intervalo que o homem se sente distante de Deus. Mas o permanecer nesta solidão é algo complexo. Apesar de Deus sempre estar disposto a perdoar (exceto Mt 12.31), o homem nem sempre alcança esta graça (Mt 13.15), e às vezes, alcança somente depois de muita demora. Por um tempo, tenta justificar-se, em si, com pensamentos predestinalistas. E mesmo depois, quando entende que Cristo pode resgatá-lo, tem certas reservas – homem de pequena fé. Mas este autoflagelo não é suportável por muito tempo. Então, o homem clama por misericórdia!

E depois de ter recebido o perdão? Nasce uma nova criatura. Mas talvez esta nova criatura não se prepara para enfrentar as conseqüências de seu pecado. Então, o contrapor-se das lembranças do mal ao sentimento de possibilidades de vida em Cristo traz a tristeza. De fato, isto é duvidar do perdão. Às vezes, o próximo é quem conduz o homem a esta dúvida – devido à opressão –; ou o próprio se enfraquece por não estar obtendo vitórias em seu cotidiano – o que é ignorância, pois a maior vitória é estar em Cristo. Enfim, novamente se aproxima de Deus, e nisso ele é aperfeiçoado pelo Altíssimo – então, passa a ter um caminho linear rumo ao Céu, quebrando o ciclo culpa-perdão-dúvida-culpa.

Pobre homem é aquele que tarda para identificar suas culpas. Isso acontece quando não está valorizando a presença de Deus – devido às distrações não nota Sua ausência –, quando não tem a atenção focada no Reino de Deus, e na sua justiça. No entanto, de alguma forma, o Senhor revela a situação pecaminosa em que o homem possa se encontrar (1 Co 5.5; Hb 12.6). Assim, onde havia loucura; com a resplandecente glória do Senhor passa a existir discernimento.

Somente Deus pode revelar em que situação o homem se encontra! E é a partir do conhecimento de Deus que o homem se ocupará em algo que verdadeiramente pode fazê-lo abundar em felicidade.

“Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até à divisão da alma, e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.” (Hb 4.12)

Wesley Santos Rezende

Não conhecemos, ao todo, a criação; e menos ainda o Criador!

“Assim, me embruteci e nada sabia; era como animal perante ti.” (Sl 73.22)

Sentir a distância de sentimentos felizes, numa debilidade que impede qualquer resposta – esperada por outros a partir da incompreensão –, e exercer força contrária ao direito de ter a realidade mudada. Pensamento profundo que não chega a nenhuma conclusão.

Alguém que já vivenciou a felicidade teria o anseio de tê-la novamente, mas não quando o medo de novas desilusões cria uma visão de necessidade da economia de energia, numa época em que todas as coisas parecem contrárias. O retorno para a felicidade é adiado, devido ao entendimento de estar desperdiçando tentativas por causa da incerteza da forma com que os fatos acontecerão – tudo é almejado com diversas condições para ser perfeito. E esse adiamento não é visto como perca de tempo, mas como um momento fora de cronologia – loucura. Já bastam as faltas; do restante, a ilusão de estar estagnado resolve. Não há como agir; conforme as expectativas dos outros quando falta compreensão do espectador; e principalmente, conforme o desejo próprio quando o indivíduo não está convicto em nada; ou pior, quando está convicto de algo improvável:
       – Eu não vou ser feliz agora, porque eu não posso ser feliz agora. Eu não quero ser feliz agora!

Mas chega o momento de transigência, ninguém é tão forte a ponto de permanecer propositalmente numa hibernação intelectual. É como a sujeição a um vício, algo que pode ser acidental e progressivo; ou como a aceitação da natureza, simplesmente proposital. Algo rudimentar, na natureza humana, é a capacidade de raciocinar. Considerada imperfeita ou não, não importa. É algo que não se pode separar do homem!

Então, se a busca por valores reaproveitáveis é frustrada, por causa dos novos objetivos, inicia-se a formulação de novas ideologias – engraçado como tudo é condicionado ao provável, mas na verdade incerto, dia do amanhã. Primeiro, é necessário chegar a um conceito sobre a felicidade. Cada um tem o seu. Talvez mal pensado e certo, talvez muito pensado e errado. Certo ou errado, por haver a possibilidade de reformular esse conceito. Ah... Como estes homens são inconstantes! Segundo, é necessário construir uma espessa proteção contra os possíveis ataques ao ego. Os sentidos passam a funcionar de forma censurada ou restrita, dentro duma tentativa de autocontrole para conservar a equivocada sensação de paz. Mas tudo gira em torno da conquista da felicidade.

O homem é insensato, e sua aparência demonstra isso. “Todo prudente procede com conhecimento, mas o insensato espraia a sua loucura.” (Pv 13.16). Tudo isso é reflexo do distanciamento de Deus. “Pelo que também Deus os entregou às concupiscências do seu coração” (Rm 1.24).

Por outro lado; o encontro do homem com Deus. O Senhor abençoa com a paz que excede todo o entendimento; dá o entendimento em tudo. Que tipo de compreensão seria esta? A que nível de entendimento o homem pode chegar?

Com certeza não é algo como o conhecimento científico ou psicológico. Não há como estudar o homem sem considerar a presença divina. Tudo no homem é reflexo da intimidade ou rebeldia com Deus. Às vezes, o homem faz tudo para se mostrar independente, mas consegue justamente o contrário: Mostrar que Deus é o ator, a essência, e a própria vida.

E muito menos, é possível caracterizar Deus dentro de tais conhecimentos. “Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus.” (1 Co 2.10).

Agora, trágico é quando o homem tenta compreender aquilo que não foi revelado por Deus. Conceituar uma divisão na Trindade é algo extremo. É além, três Pessoas distintas que não deixam de ser Unidade. Mas surgem umas pérolas de arrogância:
       – Isto é o Espírito Santo quem faz, e isto é Deus Pai.
       – Não, isso foi o Espírito Santo quem fez, e não Jesus Cristo.
Mas nisso, me glorio em confessar que não compreendo. “Nisto, pois, está a maravilha: que vós não saibais de onde ele é e me abrisse os olhos” (Jo 9.30).

Condicionar a felicidade ao conhecimento de tudo traz somente decepção. E é verdade a ironia: “Eu disse: Vós sois deuses, e vós outros sois todos filhos do Altíssimo. Todavia, como homens morrereis e caireis como qualquer dos príncipes.” (Sl 82.6,7)

“Muitos dizem: Quem nos mostrará o bem? Senhor, exalta sobre nós a luz do teu rosto. Puseste alegria no meu coração, mais do que no tempo em que se multiplicaram o seu trigo e o seu vinho. Em paz também me deitarei e dormirei, porque só tu, Senhor, me fazes habitar em segurança.” (Sl 4.6-8)

Wesley Santos Rezende

“Dentre os seus filhos me tenho provido de um rei.” (1 Sm 16.1)

Toda glória, honra e poder pertencem ao Deus Altíssimo. Ao homem, toda glória, honra e poder vêm do Deus Altíssimo, ou com a permissão dEle. Aqueles que têm responsabilidades para com o povo de Deus recebem a unção do Santo. Aqueles que trabalham para a propagação do Evangelho são reconhecidos e honrados (por aqueles que são espirituais). É o caso de Davi, que foi escolhido para reinar, governar a nação separada – Israel. Atualmente, é o caso dos obreiros da Igreja. “E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente, apóstolos, em segundo lugar, profetas, em terceiro, doutores, depois, milagres, depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas.” (1 Co 12.28).

O exercício dos dons espirituais tem o objetivo de sanar as necessidades da igreja do Senhor. Pelo zelo que Deus tem por todos nós, somos capacitados, mediante a fé, para intensificar a integração e edificação uns dos outros. Por causa das necessidades da congregação, é indispensável uma hierarquização dos dirigentes ministeriais. Tudo para haver ordem e decência.

Notadamente, existem muitos “obreiros” que não foram chamados por Deus. Mas conseguiram posição ministerial por pressionarem dirigentes irresponsáveis; ou por terem poder financeiro ou político são bajulados com cargos na igreja. São vários os que alimentam o próprio ego com o status de obreiro.

Mas aqueles que realmente foram chamados por Deus, podem-se regozijar pelo que são? Sim, é possível se alegrar e manter a humildade. “Mas prove cada um a sua própria obra e terá glória só em si mesmo e não noutro.” (Gl 6.4). “Na verdade, vós sois a nossa glória e gozo.” (1 Ts 2.20). “Porque a nossa glória é esta: o testemunho da nossa consciência, de que, com simplicidade e sinceridade de Deus, não com sabedoria carnal, mas na graça de Deus, temos vivido no mundo e maiormente convosco.” (2 Co 1.12).

Deus é maravilhoso, tem nos agraciado com bênçãos inesperadas. Paulo reconheceu esta graça. Ele que considerou que fora o principal dos pecadores foi chamado para apóstolo (1 Tm 1.15,16; Rm 1.1). Anteriormente, ele nunca tinha imaginado uma glória tão grande em sua vida, e que ocuparia um lugar de honra.

E sobre Davi, penso que ele nunca sonhou com o reinado antes de conhecer a Samuel. Mesmo sendo um jovem obediente, corajoso e dependente de Deus (1 Sm 17.32-37), não era reconhecido em sua família – mas “ os passos de um homem bom são confirmados pelo Senhor” (Sl 37.23). Penso que suas expectativas eram resumidas em coisas pequenas, por ser demasiadamente reprimido pelos irmãos. Não que ele não tinha esperança no Senhor, mas que ali também se cumpriu: “As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam.” (1 Co 2.9).

Ninguém consegue impedir a vontade de Deus. Mesmo com as possíveis improbidades nas convenções eclesiásticas, aqueles que são chamados por Deus e permanecem fiéis ocuparão a posição ministerial que Deus julga conveniente. Agora, na verdade podemos até não pensar em ser pastores, doutores, pregadores, etc. Mas se sabemos que somos escolhidos para SERVIR a Deus, o Senhor pode nos pôr em posições de certo poder e honra quando achar útil.

“Fui achado pelos que me não buscavam, fui manifestado aos que por mim não perguntavam.” (Rm 10.20)

Wesley Santos Rezende

Se Deus me ama, por que não vou me amar?

Além de um discurso derrotista, de uma aparência derrotada, e uma expectativa infeliz; pode-se enxergar algo de bom? Após experiências frustrantes, lembranças amargas, e a insegurança constante da privação do amor; mesmo assim, podem-se haver sonhos bons?

A consciência da incapacidade humana é algo que nos faz depender mais de Deus, mas esta pura consciência vem a partir do conhecimento dEle. A proximidade com a magnificência divina nos convence de que somos pequenos, porém, que o amor de Deus por nós é imenso.

“Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). Ao contrário de muitos, os cristãos não desprezam as dádivas excelentes de Deus. Entre essas, a maior, Cristo Jesus e seu amor!

No entanto, não é segredo que no mundo teremos aflições (Jo 16.33). Acontece que a consciência da incapacidade humana unida às aflições frequentes, tristeza e solidão pode gerar uma antipatia ao ser. Os constantes fracassos tornando-nos repugnantes! O que fazer quando o amor próprio está amortecendo?

Aquele que realmente conhece o Senhor se alegra somente quando Ele está presente. A percepção de que o Espírito Santo entristeceu-se conosco, gera também em nós, uma tristeza muito grande. Ora, e a falta de alegria nos torna fracos. Mesmo se não chegarmos ao ponto de sair da igreja ou mergulhar numa vida de pecados, podemos por momentos estar frios espiritualmente. É muito triste quando nossa adoração a Deus se torna deprimente.

Pensamos: “As promessas de Deus são muito boas para se cumprirem na minha vida.” Assim, desistimos de alcançar os dons de Deus. Será mesmo que não podemos ser abençoados? Será que os juízos de Deus são falhos?

“Maior é Deus do que o nosso coração” (1 Jo 3.20), e se Ele diz que podemos nos levantar, então podemos! E se faltar alegria, Cristo nos fará abundar nela! “O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração” – diz o Senhor (Lc 4.18).

Jesus Cristo veio para que tenhamos vida e a tenhamos com abundância; veio para nos alimentar, nos vestir da sua incorruptibilidade. Isso porque temos muito valor (Mt 6.26)! Sim, o valor pago por nós foi muito alto! Preço de sangue, sangue precioso derramado por nosso Senhor Jesus na cruz do calvário.

Portanto, clamemos pela comunhão com Deus e nos alegremos nela.

“Assim também vós, agora, na verdade, tendes tristeza; mas outra vez vos verei, e o vosso coração se alegrará, e a vossa alegria, ninguém vo-la tirará.” (Jo 16.22)

Wesley Santos Rezende

Assembleiano? Sim. Mas acima disso, sou cristão!

Entendo que há a necessidade da existência de denominações religiosas. No entanto, percebo que o orgulho de ser assembleiano tem excedido, em várias pessoas, o orgulho de ser cristão.

Sou assembleiano por perceber na Assembleia de Deus uma luta constante para a conservação da comunhão com o Espírito Santo. Na prática, vejo que existem muitas falhas na Assembleia, mas o saldo continua sendo positivo.

Não descarto a possibilidade de uma denominação inteira se tornar herege, mas sou convicto que o verdadeiro evangelho nunca será alterado. Por isso, sempre é louvável o protestantismo! Dentro da igreja, é necessário a constante exortação bíblica para que os possíveis resultados falhos das interações humanas não sejam estabelecidos como doutrinas.

Por ignorância ou hipocrisia, muitos têm negligenciado a existência de heresias no cotidiano assembleiano. Não é em vão que a Bíblia exorta-nos a julgar os espíritos (1 Jo 4.1), é um conselho prático por haver possibilidade da influência demoníaca em qualquer “culto”, em qualquer denominação evangélica. Não é em vão que a Bíblia exorta-nos a julgar as profecias (1 Co 14.29), é outro conselho para podermos conservar a valorização da legítima interferência profética.

Na verdade, até é importante a existência de heresias (1 Co 11.19). Mesmo assim, me preocupa o acréscimo notável na substituição dos conceitos bíblicos de espiritualidade por valores meramente emocionais (avareza, inveja, etc.). Agora, regozijo-me quando vejo os sinceros se manifestando.

No entanto, percebo que se tem aumentado o número de pastores tolerantes aos “showzinhos” e intolerantes aos repúdios pautados na Palavra de Deus. Principalmente, nota-se o silêncio dos pastores equivocados quando são confrontados! Negligenciam as críticas por não quererem “dar o braço a torcer”, não quererem desobedecer à hierarquia ministerial, ou pior, não acreditarem mais numa restauração doutrinária.

Exprimo minha tristeza! Se não há percepção de erros no “culto assembleiano” é porque há cegueira espiritual. Torno a citar: Em todas as reuniões religiosas é possível que, sob diversas influências, os homens cometam erros!

Sabendo da falhabilidade nas denominações, por que será que muitos insistem em defendê-las mais do que o próprio Evangelho? Com certeza estes interesses ocultos serão julgados por nosso Senhor Jesus Cristo.

Sou cristão! Insisto em imitar a Cristo acima de tudo.

Wesley Santos Rezende

Eu sou legalista! (2)

“Não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo” (1 Co 9.21).

Se a nossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, não entraremos no Reino dos céus (Mt 5.20). Ora, como poderemos ser excelentes?

Primeiramente, observamos os exemplos que Bíblia exorta-nos a não seguir. Em parte, os ensinos dos fariseus estavam corretos, no entanto eles não praticavam suas palavras. Tanto é que o Senhor Jesus recomendou que se praticasse o que eles diziam, mas que não se seguisse conforme suas obras (Mt 23.3).

A lei de Moisés nos serviu de aio (Gl 3.24). É repleta de ritos e tradições, prefigurações da conduta e do sacrifício da vida cristã. Hoje em dia, não precisamos cumprir os ritos da lei de Moisés. No entanto, devemos cumprir a lei de Cristo (Gl 6.2).

Como já foi dito, é exigido mais de nós, cristãos, do que era exigido dos judeus. Sim, para que possamos exceder em justiça, temos que ter a oportunidade de sermos mais cobrados (Mt 5.21-48).

Ora, como conseguiremos cumprir a lei de Cristo? Amando a Cristo (Jo 14.15,21). Temos que amar a Palavra! Somente quando entendemos que os mandamentos são bons é que obedecemos de coração. Portanto, a aprendizagem das Escrituras é essencial.
Podemos ser melhores, também, por termos uma lei melhor: a Lei da Fé. Mas é necessário pô-la em prática (Tg 2.12)!

“Este é o concerto que farei com eles depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei as minhas leis em seu coração e as escreverei em seus entendimentos, acrescenta: E jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniquidades.” (Hb 10.16,17).

Wesley Santos Rezende

Eu sou legalista!

“Legalismo: Caráter de doutrina que, em quaisquer circunstâncias, prescreve a estrita obediência à lei e o respeito às instituições.” (Dicionário Aurélio).

Frenquentemente escuto o termo “Legalismo”, referindo-se à Lei de Moisés, à crença na salvação pelas obras. E principalmente, esse termo é utilizado no julgamento de pessoas que afirmam a existência atual de leis para a vida cristã, geralmente é citado em tom pejorativo.

Sim, a salvação é pela graça. Mas alcançamos esse dom de Deus por meio da fé (Ef 2.8). E, a fé sem as obras é morta (Tg 2.17) – o Senhor recompensará cada um segundo as suas obras (Rm 2.6).

Ora, como seremos julgados se a Lei de Moisés não tem mais valor? Agora a Lei de Moisés é substituída por uma lei melhor: a Lei da Fé (Rm 3.27). Deus há de julgar os homens, por Jesus Cristo, segundo as leis do evangelho (Rm 2.16). Sim, pela fé estabelecemos a lei (Rm 3.31).

“Porque os que ouvem a lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados.” (Rm 2.13).

Portanto, se obedecemos na íntegra a fé (Jd 3) andamos em novidade de vida (Rm 6.4), não mais ouvindo a carne, mas sim o espírito (Rm 8.1).

Geralmente os israelitas obedeciam à lei de Moisés por causa de imposições. Nós, ao contrário disso, alcançamos a perfeição quando obedecemos de coração (Rm 6.17).

Mas existe algo em comum entre a Lei de Moisés e a Lei da Fé? Sim, ambas nos convence da existência do pecado! Ora, mas por que a Lei da Fé é melhor? Porque quando a obedecemos somos libertos do pecado e feitos servos de Deus (Rm 6.22). Aleluia! A lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte (Rm 8.2).

Abaixo se encontram alguns itens dessa Lei (Rm 12):

• O amor seja não fingido;
• Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem;
• Amai-vos cordialmente uns aos outros;
• Não sejais vagarosos no cuidado;
• Sede fervorosos no espírito;
• Alegrai-vos na esperança;
• Sede pacientes na tribulação;
• Perseverai na oração;
• Abençoai aos que vos perseguem;
• A ninguém torneis mal por mal;
• Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.

“O amor não faz mal ao próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor.” (Rm 13.10).

Wesley Santos Rezende